terça-feira, 30 de agosto de 2016

Liberdade para sonhar

Muitas pessoas são podadas pela vida para realizar o sonho de outras pessoas enquanto vivem por viver. Decidem uma profissão para agradar seus pais, decidem casar para agradar a família, decidem morar numa determinada cidade para agradar um cônjuge. Na medida em que o tempo vai passando seus próprios sonhos vão sendo sufocados pelos sonhos dos outros e a essência vai se perdendo no meio do caminho. Lá pelas tantas não sabemos mais quais eram os nossos projetos de vida, dentro de uma trajetória que responde diretamente ao que nos faz feliz, nos faz vibrar, sentir que a vida está valendo à pena de ser vivida.

Nada precisa ser como é. Nada precisa seguir a cartilha pré-determinada por alguém. Ninguém tem o poder de decidir o caminho de quem quer que seja. Padrões só servem para uniformizar e organizar um ambiente, não servem para uma experiência de vida. Uma existência é algo muito especial para ser moldada dentro de uma caixa onde infelizmente algumas pessoas colocam uma tranca gigante que impede completamente qualquer meio de locomoção. As pessoas se limitam a um sistema, um molde, regras e eu pergunto: Para agradar a quem? A si mesmo ou a outras pessoas?

Crie a sua realidade. Transporte-se para o seu futuro. Construa as etapas que você precisa percorrer para atingir todas as coisas que te fazem genuinamente feliz. Que gosto tem o seu futuro? De que cor ele é? Que sentimento ele te traz? Lembre-se que é você que decide cada passo da tua existência. Quem dá a permissão para que outras pessoas assumam o controle da sua vida é você.

Liberdade para sonhar e coragem para realizar. Esse é o segredo de uma vida recheada de realizações. SUAS e não dos outros.
"Não sou como algumas pessoas que gostam da vida em banho-maria.
Gosto de fogo, pimenta, alho, ervas. Por um triz não sou uma bruxa."
Martha Medeiros

terça-feira, 16 de agosto de 2016

O que você faria se não tivesse medo?

Confesso que algumas coisas são inconfessáveis. Outras nem tanto. Se eu não tivesse medo, ou melhor, pânico de cobra, talvez tirasse aquelas fotos com uma enrolada em meu pescoço. Se eu não tivesse medo de vento, talvez ficasse de boa no meio de uma ventania lendo um livro. Dentro de casa, óbvio. Se eu não tivesse medo acho que colocaria uma mochila nas costas e iria viajar pelo mundo, mas meu maior medo é ficar longe dos meus filhos. Um dia ainda vou fazer Rappel. Mas preciso vencer o medo. 

A vida é repleta de “e se”. Ficamos do lado de cá morrendo de vontade de descobrir como é o lado de lá. “Vaidizê”. O medo nos paralisa. Coragem é agir apesar do medo. É preciso ter coragem para enfrentar a vida e realizar o máximo de coisas possíveis para preencher toda uma existência de momentos especiais. Mas para isso, tem que ter muita autoconfiança e acreditar naquilo que se está fazendo.

Diversas vezes somos impedidos de seguir adiante pela proteção de nossos pais e amigos, que querendo nos proteger acabam nos desanimando quando queremos empreender ou realizar algo mais ousado. O medo deles se transforma no medo nosso e nada é feito.


Morrendo de medo no céu do Rio de Janeiro 
A crença limitante de outras pessoas entram em cena para querer decidir o que é certo dentro de um jogo onde não existe certo ou errado, mas riscos à serem avaliados e testados. Nem sempre dá certo, sabemos disso, mas precisamos tentar para não deixar nossos sonhos apenas engavetados dentro da nossa existência. Se não testarmos, como vamos saber?

Milhares de pessoas descobrem o gosto amargo de um fracasso diversas vezes por dia e nem por isso desistem. Pelo contrário, ficam cada vez mais próximas do sucesso, pois a cada fracasso retiram um aprendizado valioso que não será mais repetido.

De nada adianta deixar seus sonhos num campo de idealização onde não existe concretização. Você terminará seus dias com uma espécie de vazio no meio do peito e a sensação de que a vida não valeu tanto a pena assim. O que você faria se não tivesse medo? Pega essa resposta, vai lá e faz.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Empoderamento

Uma das palavras que mais utilizo em meus processos de coaching, justamente por conseguir enxergar exatamente isso na evolução dos meus coachees.

Uma delas esses dias confessou-me que quando ouviu essa palavra pela primeira vez em nossas sessões, teve vontade de levantar e ir embora por considerar exagero de minha parte, mas com o tempo percebeu que não existia definição melhor para o que aconteceu com ela. 

Empoderar é um verbo que se refere ao ato de dar ou conceder poder para si próprio ou para outrem. No coaching é muito mais do que isso. É a verdadeira aceitação do quanto você pode assumir a identidade de uma pessoa capaz de explorar ao máximo os seus talentos e características sem dar muita atenção para as questões no qual você não é realmente bom. 

Quando descobrimos nosso perfil comportamental através do autoconhecimento, utilizamos a nosso favor todo o potencial existente em nossas características e passamos a fazer aquilo que realmente somos bons fazendo. Isso gera empoderamento. Percebemos que não precisamos nos entristecer por não conseguir assumir alguns papéis no mundo corporativo que na verdade não condizem com nossas habilidades. Somos iludidos muitas vezes por um título bonito num cargo qualquer, e passamos a perseguir alguns deles sem saber se seremos felizes de fato desempenhando tal papel. Além disso, muitas vezes ficamos paralisados por medo da crítica dos outros e isso retira toda a nossa força em direção a resultados. 

Assuma a sua verdadeira personalidade, mostrando ao mundo quem você realmente é. Quando assumimos o que somos, trabalhamos para ser cada vez melhores, entregando para as pessoas excelentes resultados. 

Autoconhecimento gera empoderamento. E é você que decide se está disposto a descobrir o seu poder.